e qual então seria a diferença entre 'ver', 'olhar' e 'observar'? meu professor de desenho tentou nos explicar a diferença, não entendi muito bem até porque ele não se utilizou de conceitos concretos, então fiquei meio perdida.
mas acho que já observei muito o céu no geral, como os tons de azul, ou os alaranjados que ele toma forma quando o sol está indo; quando chove ficando completamente cinza e fechado que até me dá arrepios. observo também as nuvens que se alinham sob nossas cabeças, algumas tomam forma, mas essas não são minhas preferidas. gosto daquelas que transparecem independência, formas próprias que nós desconhecemos, a fim de que descubramos o que está por trás daquilo, como "o que há no final do arco-íris?", essas coisas me interessam... às vezes elas se dividem em milhões de nuvensinhas, cobrindo o céu azul com fragmentos branquinhos todos iguais, estranho pensar essas obras da natureza. são verdadeiras obras de arte! e voltando às diferenças entre 'ver', 'olhar' e 'observar'... agora ficou difícil diferenciar 'olhar' do 'ver'. mas acredito que 'olhar' é somente estar de olhos abertos, seja para rua, pro sol, para janela ou pra algum livro. estou somente olhando, sem analisar aquilo a fundo ou perceber que aquilo é uma janela, ou o sol e assim vai. o 'ver' é quando nós olhamos e percebemos: as cores, as formas e isso vai dando sentido ao que estamos vendo e então aquilo se concretiza, vimos algo! e se comerçarmos a estudar esse 'algo', voltamos ao 'observar'. agora seria bom se isso caísse na prova...
30.1.08
vejolhobservo
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eu (vi)vida ali
nunca tinha visto crianças tão carinhosas antes, a todo momento pedindo abraço e atenção. não aquela atenção que seres dessa idade sempre pedem como forma de ser o centro do mundo, e sim uma atenção especial como se aquele momento fosse único e sentir como se fosse uma partezinha importante dele, tão grande e tão distante do tato delas. mas elas sonham. o sorriso da paloma, a esperança da luciana e o humor do rafael. eu não fotografei, mas está aqui, de alguma forma, no álbum mais bonito e colorido da estante. sem os cabelos e sem mais tanta vida, mas com tanta alegria e carinho recebendo seus estranhos visitantes, seus presentes, seus abraços, suas cores no desenho. de início, fiquei meio fechada pois não sabia como agir com aquelas criaturas todas saltitantes e sorridentes, esperando o mesmo de nós, talvez mais e eu tímida consegui a atenção de duas crianças especialíssimas que chamavam-me de "tia" e pediam pra que contasse histórias ou brincasse com fantoches, a vontade de sorrir deles era infinita. nós levamos a vida, levamos bem. e se tudo der certo continuarei levando: para luciana, para a gabriele, para o marcus, o rafael, paloma, emerson... todos esses que nos acolheram como se nós fôssemos grandes seres humanos e isso é um pouco triste, porque logo era a hora de ir embora, a saudade logo apertou quando descobriram que aquilo era de verdade, nós estávamos na porta da saída dando adeus, "amanhã não voltarão" um pensamento, "nem depois" e outro e assim elas balançavam suas mãozinhas magrelinhas e esticavam seus sorrisos para que aquilo ficasse marcado (e ficou!), fosse eterno e nem a tristeza do amanhã poderia fazer esquecê-los de nós.
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29.1.08
16.1.08
não tem título
hoje não tem imagem, hoje não tem sorriso, nem chuva, nem sol, nem dor. tudo me abandona: as pessoas, a voz e o sono. até mesmo a saudade, vi ela indo embora e não fiz nada, somente um adeus, como se sua partida já fosse tarde demais. e foi. por mais que eu tente, por mais que eu negue e por mais que eu não sinta nada (principalmente o chão) eu amo. e amo sem querer amar; e amo odiando, amo odiar. sentir aquela tempestade e o teu abraço veloz, teu beijo violento no meu pescoço e a tua respiração... tua respiração mas do que depressa vem aquecer meu rosto e minha boca. alguém da minha vida sempre pergunta: tu ainda gostas dele? "ainda"?? é tão fácil assim deixar de amar? alguém deixa de amar o pai ou a mãe? eu percebi que deixar de amar é mais difícil que amar alguém. não importa se eu conheço a pessoa mais legal e honesta do mundo e que me ame como ninguém o fez antes, se não é quem amo... é exatamente esse o meu grande problema: o verbo amar. eu amo grande, quase infinito, explode a cada segundo, é gigante. ele me derruba, eu fico no chão, fraca e fragmentada. nada me alimenta: nem outros amores, nem as artes, nem caetano veloso...
me encontro só. tropeçando nos astros desastrada ou não, eu estou só.
e então abandono-me.
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7.1.08
eu sempre me volto
volto e sempre, volto e meio, volto e pergunto-me como
às vezes olho pro relógio e penso: porque acreditar nisso?
e nisso? (olhando para tv) e nisso? (olhando para o espelho..)
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